sábado, 26 de maio de 2012

2º CAPÍTULO - 3ª CAIXINHA


Cap.II.

Busco  ajuda de todos os lados, psicológicos, espirituais...



Síndrome do pânico, inquietação, angústia, choro fácil (sem motivo aparente fobia, isto é, mal-estar em locais públicos (cinema, shopping,  shows, instabilidade de humor (humor extremado), costumam ser os sintomas clássicos de um médium em desequilíbrio. Mas, por quê. Pelo que tenho vivido ultimamente, ou seja, últimos 20 anos de minha vida tenho estudado muito sobre o assunto. São dois os fatores que causam esses transtornos:
1) Assédio espiritual: por conta dos canais mediúnicos abertos, esses médiuns são constantemente atacados por seres das trevas sejam obsessores espirituais (desafetos do passado do paciente, em que foram prejudicados pelo mesmo e, com isso, buscam prejudicá-lo e, movidos à ódio e vingança, querem acertar as contas) ou espíritos oportunistas, que querem um auxílio, um amparo espiritual.
2) Não cumprimento do acordo feito no Astral: por terem prejudicado e gerado muito sofrimento às pessoas em existências passadas; para repararem esse erro, no Astral, firmaram juntos com os seus mentores espirituais um acordo, um compromisso de trabalho espiritual como médiuns ao reencarnarem nesta vida terrena seja em incorporação, ou mesmo em cura, através da imposição das mãos, ajudando os necessitados. No entanto, por indulgência, rebeldia, teimosia, imaturidade espiritual, falta de esclarecimento, preconceito, receio de assumirem responsabilidade como médiuns-, ignoram, negam ou fogem dos trabalhos mediúnicos nos centros espíritas Kardecistas, Umbandistas, etc. Preferem, portanto, o caminho da dor, do sofrimento, em vez de seguirem o caminho do amor, da boa vontade, exercendo a mediunidade no auxílio ao próximo.
Tudo isso ouvi de uma Senhora, que é a administradora do Centro. Infelizmente, é nessa condição que a maioria de pessoas; médiuns procuram ajuda espiritual. Recordo-me de que procurei ajuda porque sentia que estava perdendo a audição, e na minha família é comum esse problema genético. Clinicamente, os exames feitos pelos médicos não acusaram nenhuma lesão ou quaisquer distúrbios orgânicos em meu aparelho auditivo.
Após alguns sonhos repetidos, foi-me mostrado uma; cena da vida pretérita, disseram-me que hoje minha cura auditiva dependia da cura dos necessitados, caso viesse a trabalhar no centro espírita. Ou seja, estava tendo novamente a oportunidade de exercer a minha mediunidade ouvindo, ajudando os mais necessitados, desta vez com interesse genuíno em ouvi-los e ajudá-los de Síndrome do pânico, angústia, inquietação, choros constantes sem motivo aparente, tudo por não estar exercendo a minha mediunidade, compromisso firmado com o meu mentor espiritual no Astral. Esse é meu caso clínico. Compromisso espiritual com a mediunidade.
  Mas algo me incomodava. Não consiga entender... é como se não quisesse ver. É uma coisa ruim, mas gostaria de ver. Eu me refiro ao que me faz sofrer, ao fato de eu ter essa angústia, inquietação e crises de pânico. Algo me diz que estou sendo rebelde com o compromisso que preciso assumir
Que compromisso?  Meu trabalho mediúnico. Eu me comprometi antes de reencarnar, no Astral, a fazer um trabalho espiritual, através de minha mediunidade.
Em ajudar às pessoas, mas diz que tenho duvidado, não tenho confiado no Poder de Deus. Eu tenho sido teimosa, diz que não estou acreditando na importância de fazer esse trabalho para realmente ajudar as pessoas e também me ajudar. Em vez disso, prefiro me esconder, fugir dessa responsabilidade. Reconheço que tenho buscado bastante a fé através da prece e das leituras de literatura espiritual, mas entendo que se realmente quero demonstrar a fé em Deus, tenho que colocar em prática a minha mediunidade.
Pergunto que tipo de mediunidade preciso desenvolver . “É a mediunidade de cura, que tanto posso trabalhar em incorporação, bem como não incorporar, utilizando a cura através da imposição das mãos, orientada pelos meus guias espirituais”. Onde você posso desenvolver  esse trabalho mediúnico? “Afirmam que é na Umbanda. Por que na Umbanda? - Pergunto novamente “Ele me esclarece que é por causa dos meus guias espirituais, isto é, os caboclos que me acompanham. Diz ainda que na Umbanda o meu trabalho mediúnico irá fluir melhor... eu me recordo que me senti muito bem quando participei dos rituais de Umbanda, identifiquei-me com muita facilidade com os trabalhos da casa. Ele me diz que é uma identificação de alma. Realmente me senti muito bem. Já vi um índio quando estava orando em meu quarto. Ele era lindo, forte, grande, e usava um cocar. Aliás, a minha descendência é indígena. O meu mentor espiritual pede para que me firme cada vez mais em Deus, que continue orando, e de uma vez por todas inicie o mais rápido possível na Umbanda, pois já estou atrasada. Diz que o tempo urge, que não tenho mais que ficar adiando tudo, como venho fazendo. Diz ainda que muitos dos meus transtornos, as questões emocionais, ou seja, as crises de pânico, choro, angústia, inquietação, inclusive os relacionamentos afetivos mal-sucedidos, irão se resolver através dos meus trabalhos mediúnicos. Revela também que quando começar a cumprir a minha missão, Deus vai me dar muitas respostas e bênçãos. Diz que devo colocar minha mediunidade a serviço da espiritualidade e que o resto virá como consequência. Falo para ele que sempre pensei que bastava ser uma pessoa boa, cumprir os meus deveres como filha, mãe e cidadã, mas ele me diz que para mim isso não basta.
Esclarece que a cura que vou proporcionar através de minha mediunidade será a minha própria cura. Ela fez analogia, explica que “minha situação é como um a de um vaso que está com água suja, e as paredes estão com lodo. Então, para que a água fique limpa, devo exercitar a bondade e o amor ao próximo, que respresentam a água limpa que vou despejar dentro do vaso”.
Conclusão: “Amigos que me entendem e procuram me entender. Frequento centro de Umbanda com minha filha, venho de lá leve e solta, durmo bem, acordo melhor ainda. Passo o outros dias como se deixasse de carregar uma mochila cheia de pedras. Olho pra vida de outra maneira. E até minha casa que era da cor cinza, está clarinha, brilhante e harmoniosa”

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